Reboo Book Tracker
Organize sua estante virtual, acompanhe leituras e personalize sua experiência de leitura.
O Reboo é um aplicativo de rastreamento de leitura que eu idealizei e desenvolvi do zero, sozinho — do design ao deploy. Hoje ele existe em duas fases: a V1, que ficou quase um ano em produção, e a V2, que estou reconstruindo agora com uma arquitetura mais sólida.
Por que este projeto existe?
A maioria dos apps de leitura que eu testei era genérica ou pouco personalizável. Eu queria uma ferramenta centrada em mim como leitor: organizar minha estante do meu jeito, com espaço pra estatísticas de leitura de verdade — livros lidos, páginas, metas — no estilo do que apps como o Kindle oferecem, mas com a personalização que eu sentia falta.
Além disso, o Reboo é onde eu tomo toda decisão técnica sozinho, do banco de dados à interface — é o projeto onde consolidei boa parte do que sei sobre construir uma aplicação real de ponta a ponta.
V1 — a primeira versão
A primeira versão do Reboo ficou quase um ano em produção, com backend e banco de dados hospedados na Azure e o frontend na Vercel. Chegou a ter cerca de 20 usuários cadastrados, com as funcionalidades centrais funcionando: cadastro de livros via ISBN com busca automática de dados na Google Books API, contas de usuário e coleções personalizadas.
Foi meu primeiro sistema construído do absoluto zero — design no Figma, backend, frontend e a parte de DevOps, tudo por mim. Levei alguns meses pra fazer, e foi essa versão que me ensinou, na prática, o que significa manter uma aplicação viva — não só construir, mas operar.
V2 — reconstrução em andamento
Estou reconstruindo o Reboo do zero, aplicando Clean Architecture com Express.js puro no backend — sem framework opinativo por cima, decisão consciente pra entender cada camada que estou construindo. É um monorepo com devcontainers, separando o ambiente de cada serviço (api-server e web-client). Toda a documentação do projeto — requisitos, regras de negócio, épicos e histórias — está estruturada no Notion, o que acelera o ciclo de desenvolvimento; o backlog está organizado em 25 histórias divididas em 6 épicos.
O fluxo de desenvolvimento é estruturado como pair programming com o Claude Code, orquestrando agentes especializados — um de QA (estratégia de teste e Example Mapping), um de code review e um de pesquisa técnica — pra refinar cada task, validar a arquitetura e revisar antes de qualquer coisa avançar. O refinamento passa sempre pelo meu conhecimento técnico do projeto: nada é aceito sem eu entender e verificar a decisão, nunca aceitação cega. Estruturo requisitos, regras de negócio e histórias no Notion antes de codar. Essa mesma organização, criada aqui no Reboo, eu levei depois pra um projeto de produção real no meu trabalho — e funcionou: planejar tudo antes de começar a desenvolver evitou atraso, e ter cada decisão documentada garantiu que nada ficasse preso só na minha cabeça, o que travaria o projeto em qualquer ausência ou troca de responsável. Validou que a metodologia não é só teoria de projeto pessoal — funciona em produção real.
Também estou expandindo a busca de livros, que na V1 era só por ISBN, para incluir busca por nome do livro e outras formas — mesclando dados do Google Books API com o Open Library, pra ter um catálogo mais completo internamente.
O que o Reboo resolve
- Cadastro de livros via ISBN, com busca automática de dados
- Organização em coleções personalizadas
- Acompanhamento de progresso de leitura com status atualizáveis
- Centraliza a gestão de leitura em um único lugar, sem depender de listas soltas ou redes sociais
Tecnologias utilizadas
V1:
- React, TypeScript e Next.js no frontend
- NestJS, Prisma e PostgreSQL no backend
- Docker para containerização
V2 (em construção):
- Next.js 15, React 19, Tailwind e Shadcn no frontend
- Express.js, Prisma, PostgreSQL e Docker no backend, com Clean Architecture
- Monorepo com devcontainers, separando
api-servereweb-client
Minha função no projeto
O Reboo é um projeto 100% idealizado e desenvolvido por mim, nas duas versões. Fui responsável por:
- Planejamento de arquitetura e funcionalidades
- Implementação completa do frontend e do backend
- Integração com APIs de livros via ISBN
- Design da interface no Figma e experiência do usuário (UI/UX), do zero
- Estruturação do backlog (épicos, histórias e tasks) da V2
O que aprendi com esse projeto
- A diferença entre construir uma aplicação e mantê-la viva em produção, incluindo aprender Docker na prática (V1)
- Aplicação prática de Clean Architecture em um monorepo real (V2)
- Orquestrar agentes especializados de IA (QA, code review, pesquisa técnica) dentro de um fluxo real de pair programming, sem abrir mão de entender e verificar cada decisão
- Que documentar requisitos e regras de negócio antes de codar com IA é uma metodologia que escala — validei isso ao levar a mesma estrutura pra um projeto de produção real
- Pensar além do código: produto, entrega, experiência